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sábado, 11 de outubro de 2008

Abba - The winner takes It all

The Winner Takes It All (tradução)
ABBA
Composição: Benny Andersson & Björn Ulvaeus


Eu não quero conversar,

Sobre as coisas que nós passamos

Embora isso me machuque,

Agora é passado

Eu joguei todas as minhas cartas,

E foi o que você fez também

Não há mais nada a dizer,

Nenhum ás a mais a jogar

O vencedor leva tudo

,O perdedor fica menor

Ao lado da vitória,

Está o seu destino

Eu estava em seus braços,

Achando que ali era o meu lugar

Eu achava que fazia sentido,

Construindo-me uma cerca

Construindo-me um lar,

Achando que seria forte lá

Mas fui uma tola,

Jogando conforme às regras

Os deuses podem jogar um dado,

Suas mentes são tão frias quanto gelo

E alguém bem aqui embaixo,

Perde alguém querido

O vencedor leva tudo,

O perdedor tem que cair

É simples e está claro,

Por que eu deveria lamentar?

Mas diga-me se ela beija,

Como eu costumava te beijar?

Mas diga-me se é a mesma coisa,

Quando ela o chama?

Em algum lugar bem profundo,

Você deve saber que eu sinto a sua falta

Mas o que eu posso dizer?

As regras tem de serem obedecidas

Os juízes decidirão,

Os meus adversários aguardam

Os espectadores do espetáculo,

Sempre ficam quietos

O jogo começa de novo,

Um amigo ou amante?

Uma pequena ou uma grande coisa?

O vencedor leva tudo

Eu não quero conversar,

Se isso te deixa triste

E eu entendo,

Você veio me dar um aperto de mão

Peço desculpas,

Se isso faz você se sentir mal

Ao me ver tão tensa

Sem auto-confiança

Mas você compreende

O vencedor leva tudo...

O vencedor leva tudo...

Alguém querido...

Leva tudo...

E o perdedor...

Tem que cair...

Lance um dado...

Frio como gelo...

Bem aqui embaixo...

Alguém querido...Leva tudo.

Alphaville: Forever Young

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Legião Urbana: religião ou cult

A história da LEGIÃO URBANA se confunde com a própria historia do rock dos anos 80 e o surgimento das bandas de Brasília. O grupo formado por Marcelo Bonfá (bateria), Dado Vila-Lobos (violões) e Renato Russo (vocais) sempre bateu recordes de vendas em discos, lotou estádios e criou uma verdadeira legião de fãs. Renato Russo, o líder do grupo, até hoje é reconhecido como um dos maiores poetas e compositores da MPB.

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Renato Russo, Renato Rocha, Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá

Renato Russo nasceu em 27 de março de 1960 no Rio de Janeiro e aos 4 anos ganhou um disco dos Beatles. Não demorou muito para que ele descobrisse outros sons dos anos 60, como Beach Boys e Bob Dylan. Ouvia muito Sham 69, The Clash, Ramones e Sex Pistols. Aos 7 anos, mudou-se com a família para os Estados Unidos e ao retornar para o Brasil, foi morar em Brasília. Foi lá que em certa vez, Renato viu entrar num bar (o Taberna) um cara meio punk. Renato chegou e perguntou se ele gostava de Sex Pistols , o punk respondeu: “Sex Pistols? Yeah!”. O nome do punk era André Pretorius. Os dois se tornaram amigos e passavam várias tardes ensaiando as músicas de Ramones , Sex Pistols e Slaughter and the Dogs. Depois começaram a se juntar outros músicos que deram origem a bandas como Capital Inicial e Plebe Rude.

Em 1978, Renato montou o Aborto Elétrico. A primeira apresentação do Aborto Elétrico foi em 1980 em um bar chamado “Só Cana”. O público da banda estava crescendo, principalmente na parte dos jovens estudantes. André Pretorius teve de servir o exército e então entrou Flávio Lemos (atualmente do Capital Inicial) para tocar baixo.
Renato saiu do Aborto em 1982 para fazer um trabalho estilo banquinho e vilolão, época em que ficou conhecido como “O Trovador Solitário”. Tocava em aberturas de shows na cidade e foi em uma festa que conheceu Marcelo Bonfá.

Nesta época, Renato Russo chegou a comandar um programa de jazz para uma rádio de Brasília. O problema é que seu o espirito rebelde não se entendia muito bem com o programa que deveria servir de fundo musical ao almoço da elite brasiliense. Os produtores da rádio tentaram então colocá-lo para dirigir um programa sobre os Beatles. Pouco mais de um ano depois, Renato alugou uma sala no edifício Brasília Rádio Center e montou a Legião Urbana com Marcelo Bonfá, Eduardo Paraná (guitarras) e Paulo Paulista (nos teclados). “Paraná solava demais, e éramos contra” lembra Renato por acharem que o som deveria ser menos sofisticado.

Saíram da banda o Paraná e o Paulista, Ico Ouro Preto entrou para tocar guitarra e abandonou o grupo as vésperas de um importante show agendado no auditório da Associação Brasileira de Odontologia. Foi substituído as pressas por Dado Villa-Lobos em abril de 1983. Dado aprendeu nove músicas em três dias e fez o show.
A Legião começou a ser conhecida fora de Brasília, fizeram um show no Circo Voador, no Rio, com Lobão e Capital Inicial. Em 1984, entrou para o grupo o baixista Renato Rocha apelidado de Billy ou Negrete e na mesma época o grupo conseguiu assinar contrato com a EMI Odeon graças a um empurrãozinho dos Paralamas do Sucesso que levaram uma fita com músicas da banda para os executivos da gravadora.

Em Janeiro de 1985 lançaram o primeiro LP: LEGIÃO URBANA que foi muito bem aceito pelo público apesar de uma certa má vontade da gravadora em divulgar o próprio produto e uma desconfiança de que a banda era só uma aproveitadora do sucesso dos Paralamas. Mesmo assim, foi eleito o melhor álbum do ano pela extinta Revista BIZZ e foi apontada como a melhor banda, dona do melhor vocalista e compositora de melhor música: SERÁ.

Neste mesmo ano começaram a fazer os esboços do álbum DOIS que deveria ser chamado de “Mitologia e Intuição” e ser um álbum duplo, mas a EMI não quis e fizeram um simples. O disco DOIS foi lançado em 1986 e atingiu 800.000 cópias vendidas. Apartir deste disco, a banda consolidou seu lugar de destaque no rock nacional, e as letras de músicas como ÍNDIOS, fizeram Renato ser cultuado quase como um profeta.
Era o ínicio de uma tumultuada relação de amor e ódio com os fãs, que as vezes pareciam sair de controle ante a forte influência que a banda exercia do palco. Foi nesta época que fizeram um show em Brasília no ginásio Nilson Nelson em Dezembro de 1986 que terminou com uma menina morta e 20 pessoas feridas. A Legião ficou dois anos sem tocar na capital federal.

Depois desse álbum a banda quase acabou. Dado pensou em fazer prova para o Instituto Rio Branco, Bonfá pensou em ir pegar onda na Austrália e Negrete ficou na dele como sempre. Após essa fase ruim, começaram a juntar o material que deveria ter sido colocado no Dois para gravar o próximo álbum. Em 1987 lançaram QUE PAÍS É ESTE que reuniu músicas do Aborto Elétrico e que nunca haviam sido registradas em vinil. Este álbum fez um grande sucesso por ser um disco bastante crítico e inovador, e a música-título virtualmente abria todos os shows da banda. Uma das composições da época do “Trovador Solitário”, FAROESTE CABOCLO se tornou um fenômeno de execução nas rádios, apesar de seus quase 10 minutos de duração sem refrões.

Durante a turnê de divulgação, fizeram um show em Brasília no estádio Mané Garrincha em um palco quase da altura do gramado. Os tumultos ocorridos diante do palco acabaram atingindo a banda com bombinhas e um maluco que agarrou o pescoço do Renato. A banda tentou continuar tocando mas teve que parar deixando mais de 50.000 pessoas esperando. A rebelião envolveu a polícia montada e bombas de gás, no final 60 pessoas foram detidas, 385 foram para hospitais e 64 ônibus foram depredados. Enquanto isso, no camarim Bonfá e Renato Rocha (geralmente muito calmo) choravam enquanto Russo gritava “Não vim aqui para dar um show para um bando de animais!”. Nunca mais a banda voltou a tocar em Brasília, e apartir de então os shows passaram a ser cuidadosamente planejados.

Em 1988 Renato Rocha sai do grupo, e agora como um trio, a banda começa a preparar o material para a gravação de AS QUATRO ESTAÇÕES. Este álbum iniciou uma nova fase para a Legião. Deixada de lado a fúria do disco anterior, lançam um albúm mais sereno, que fala de assuntos espirituais, sentimentais e temas como AIDS (Feedback Song For A Dying Friend), Homossexualismo (Meninos e Meninas), sem deixar de lado a crítica (1965 - Duas Tribos). O disco é até hoje apontado como uma das melhores obra-primas da música nacional, e o hit PAIS E FILHOS se tornou um dos maiores sucessos da indústria fonográfica em todos os tempos.

Em 1991 gravaram o disco V. A turnê desse disco foi interrompida por problemas de saúde com Renato Russo no auge de sua dependência química. Dado achava que nunca mais iria pisar num palco junto com a banda.

Por sugestão da gravadora é lançado em 92 o disco duplo MÚSICAS PARA ACAMPAMENTOS que reune versões alternativas de gravações em rádio e TV, shows ao vivo e versões acústicas. Em 1993, com Renato Russo recuperado das drogas, lançaram O DESCOBRIMENTO DO BRASIL com músicas um pouco mais alegres e mensagens esperançosas.

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Renato Russo

Renato Russo gravou dois discos solos: THE STONEWALL CELEBRATION CONCERT com 21 músicas em Inglês para a campanha do sociólogo Herbert De Souza, o Betinho. Stonewall é o nome de um bar de NY onde em 1969, gays se rebelaram contra a ação da polícia. O disco traz endereços de várias Organizações Não Governamentais em seu encarte. EQUILÍBRIO DISTANTE surgiu logo depois com mais de 350.000 cópias vendidas, todo cantado em Italiano com um repertório brega-romântico, segundo o próprio Renato. Em 1995 a EMI lançou a lata “Por Enquanto” que reúne todos os CDs anteriores da banda remasterizados. Em 1996 foi lançado A TEMPESTADE OU O LIVRO DOS DIAS que era pra ser um álbum duplo, reunindo canções que ficaram para traz desde os primeiros discos. Duas semanas após o lançamento e diante da possibilidade de uma turnê, morre Renato Russo.

O álbum bastante melancólico, mostra o autor insinuando que algo está errado. A VIA LÁCTEA foi o primeiro sucesso a ganhar as rádios e acabou se transformando numa declaração de adeus com sua letra triste e reveladora sobre o estado de saúde do compositor. “Hoje a tristeza não é passageira, hoje fiquei com febre a tarde inteira, E quando chegar a noite, cada estrela parecerá uma lágrima” dizia a letra.

Renato Russo morreu em seu apartamento, em Ipanema a 1:15 da madrugada de 11 de Outubro por insuficiência pulmonar e anemia aguda causadas pela AIDS, pesando apenas 45 Kg. Foi cremado no dia seguinte no cemitério do Caju no Rio de Janeiro. Renato Russo nunca admitiu ser portador do vírus, talvez para evitar a exposição dolorosa vivida por Cazuza, mas dava pistas sobre sua relação com a doença. Quando lançaram este último disco, propositalmente abriram mão de qualquer divulgação.

Mas a morte de Renato Russo não pôs fim ao trabalho da banda. Nos anos que se seguiram, a gravadora EMI continuou lançando vários albúns de Renato Russo em carreira solo e ao lado da Legião Urbana. Entre estes discos, se destaca UMA OUTRA ESTAÇÃO, de 97 com músicas da banda que não haviam sido aproveitadas no disco anterior.

Em 99 surge a versão oficial do ACÚSTICO MTV gravado em 91 mas que teve apenas algumas canções aproveitadas no MÚSICAS PARA ACAMPAMENTOS. Outros CDs com canções ao vivo da banda foram COMO É QUE SE DIZ EU TE AMO e AS QUATRO ESTAÇÕES AO VIVO. A EMI lançou também as coletâneas MAIS DO MESMO com músicas da Legião, e 2 CDs solos de Renato, O ÚLTIMO SOLO e PARA SEMPRE.
Ainda hoje a Legião Urbana é uma das bandas que mais vendem CDs e DVDs no Brasil. Mesmo com o fim da banda anunciado por Dado Vila-Lobos e Marcelo Bonfá em outubro de 96, pelo menos 3 CDs da banda figuraram entre os 20 CDs mais vendidos do Brasil em 2004.

As faces de Freddie Mercury: documentário



A verdadeira história de Freddie Mercury (1946 -1991) é um documentário convencional sobre a vida do vocalista do grupo inglês Queen, morto pela Aids. Os diretores Rudi Dolezal e Hannes Rossacher descem a detalhes da trajetória do lendário personagem nascido Farrokh Bulsara em Zanzibar, na Tanzânia, de pais persas que trabalhavam para o governo britânico. Seus primeiros anos são mostrados com um jovem ator, Zal Bahardurji, no papel de Mercury, calçado por depoimentos da mãe, Jer Bulsara, e da irmã, Kashmira Cooke. Mais adiante é mostrada sua educação num internato da Índia, onde ele despertou para a música e formou sua primeira banda.

Estrelas da música pop como Mick Jagger, Roger Daltrey, Elton John, Paul McCartney, Robert Plant e outros derramam elogios sobre Freddie, enquanto seus amigos de banda o chamam de muito tímido (Brian May) e "cheio de surpresas e idéias criativas" (John Deacon). Freddie diz sobre si mesmo que a coisa mais importante na vida é a felicidade, que transparece no trabalho, daí seu objetivo na vida era ser feliz, além de ganhar dinheiro para comprar um monte de coisas.

Ele teve uma fase heterossexual na primeira parte da vida, chegou a ter uma companheira por seis anos, mas saiu do armário quando ficou famoso à frente do Queen. Amigos acreditam que ele contraiu a doença numa fase em que viveu em Nova York num ritmo de total promiscuidade. Freddie dava festas monstruosas, uma delas durou três semanas, com as aprontações mais inacreditáveis. Numa delas tinha um anão deitado numa mesa coberto de patê de fígado. Toda vez que era cutucado por um garfo de pontas rombudas, ele se contorcia em esgares. Sem falar em strip teases e outras coisitas dignas de bacanais romanos.

A parte da carreira com o Queen é deixada de lado em função de uma abordagem mais minuciosa de sua personalidade. A estilista psicodélica Zheda Rhodes fala das roupas que fazia para eles, encarregada de ajudar a transformar o cara tímido na persona capaz de reger 60 mil pessoas num estádio. A fascinação de Freddie pela cantora lírica catalã Montserrat Caballé, por quem ficou fascinado ao assistir uma apresentação e não sossegou enquanto não gravou e fez uma turnê de um ano com ela. Monteserrat conta os detalhes da parceria dos dois, incluindo gravações de conversas e o fascínio mútuo. Fred disse que ia trocar o rock pela ópera, mas a doença lhe negou esta possibilidade. "Não lamento nada que fiz, sou apenas eu," diz ele numa das últimas falas do documentário, quando também aparece uma faixa: "Legends never die".